Cuido da minha mãe há vários anos. Em algum momento percebi que o medo estava a avançar: primeiro as quedas, depois deixar de sair e, por fim, passar cada vez mais tempo sentada ou na cama.
O medo também a bloqueava
Começou a ter medo de se levantar, atravessar o corredor ou atender o telefone. O receio de voltar a cair fazia com que se mexesse menos, e isso também a tornava mais frágil.
E eu precisava de sair
Precisava de fazer compras e resolver coisas normais. Mas sempre que fechava a porta pensava: e se acontece alguma coisa enquanto não estou?
Perceber os meus limites
Não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo. Também percebi que precisava de estar bem para continuar a cuidar dela.
Quando acrescentámos proteção
O protetor não impediu as quedas. Mas mudou o que acontecia depois de algumas delas. A cabeça passou a ter uma camada extra de proteção, e eu consegui sair de casa com mais tranquilidade.
Antes de fechar a porta
Deixo o telefone ou teleassistência acessíveis, desimpeço os caminhos, aviso alguém próximo quando vou demorar e certifico-me de que a proteção está colocada.
Não consigo controlar tudo. Mas posso preparar melhor o momento em que não estou presente.